Comentando todos os atos relevantes dos últimos tempos [Especial]

Bom, recentemente o blog completou um mês de existência! (O que se dependesse de mim teria nem existido, obrigado a todos que insistiram para eu seguir em frente) – e bem, como não possuo sequer criatividade para celebrar de forma digna, vamos ao título.

“Um breve comentário para os comebacks relevantes que ocorreram desde janeiro para cá (excluindo aqueles que já havia falado anteriormente)” – no estilo leve 2 e pague 1, uma porrada de posts compilados.

Vocês irão perceber que faltam muitos aqui, mas como sei que esse post vai ficar enorme, vou comentar o que realmente ouvi por inteiro e se destacou de alguma forma em minha playlist!!

 

03.01.18 – Great (Momoland)

 

Demo descartada de Are You Hungry + Carisma do MOMOLAND + Coreografia cativante + Gritos histéricos + Refrão grudento

Bom… O que poderia dar errado? Isso mesmo, nada.

Inclusive o hit não se limitou a Coréia, expandindo o nome do grupo para terras nipônicas e até mesmo a Rússia, que acusava assiduamente “Bboom Bboom” de ter plágiado o trio Serebro com sua música “Mi Mi Mi” – mas hoje, boa parte desse desentendimento se cessou, consolidando o nome “MOMOLAND” como aspirantes ao pódio dessa nova geração. Basta que elas repitam a mesma fórmula (o que eu não duvido de forma alguma, se a intenção da empresa é lucrar, vão haver ao menos umas oito novas versões de Bboom Bboom a chegar ao top 10 do Gaon).

Breve adendo as b-sides: Same Same é maravilhosa, tem um gostinho parecido com algumas das faixas semanalmente lançadas pelo Twice (o que é bom), com um temperinho extra. Sobre Fly, foi criada para ser um ato sólido de indie dance, sem muitos destaques; básica. O ato acústico vem em seguida do single, o que acaba (infelizmente) tornando todo o resto mais morno, como um balde de água fria. Poderiam ter deixado para o final, mas quem sou eu para julgar Curious, ao menos não ofende em sua proposta.

 

*

 

09.01.18 – Secret Garden (Oh My Girl)

 

É difícil não assimilar a música com a discografia do Lovelyz praticamente em automático, mas – ainda assim, não se é perdida a essência do OMG (ainda mais com os vocais da Seunghee).

No geral, não me senti muito engajado a esse comeback, pois ele perde muito para os já passados do lado velvet (Em especial Windy Day, que música boa!). As coisas funcionariam muito melhor com um BPM maior – mas, de modo geral ela entrega parte do que se esperava e isso é bom (um destaque excepcional próxima de coisas como Coloring Book).

O destaque dentre as outras faixas do mini fica com Magic, sendo tão boa quanto o próprio single. Love O’clock tem o seu auge logo durante a introdução que me arrepia por inteiro (talvez por isso os versos sejam decepcionantes ao quadrado; menção honrosa ao refrão morno e apagado). Butterfly e Sixteen cumprem com as suas propostas, sendo simples e boas de modo geral.

 

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17.01.18 – Offset (Chungha)

 

Se nota um amadurecimento sonoro em comparação ao debut de nossa Chungha, tendo cada faixa o seu destaque.

A intro Offset nos conta a experiência proporcionada durante todo o ato, tendo feito ali um bom trabalho de mixagem – é realmente um destaque e vale a pena ser ouvida.

Roller Coaster tem tudo ao seu favor, desde o extasiado M/V ao refrão maravilhoso que cumpre com a sua função de ser o ápice da canção.

Do It é uma incógnita ao meu ver – por não casar tão bem com o conceito geral. Ela se parece muito com trabalhos recentes na cena pop internacional (em especial a Side to Side, notem as similaridades em praticamente todos os pontos).

Bad Boy volta a emular a espírito do EP, sendo uma mistura de elementos do jazz com o blues, mas sem perder as características de pop tão fortes na forma como ela se constrói (p.s: adoro as gaitas que explodem no refrão, chega a ser controverso a elegância que se imagina de início).

E enfim, sobre Remind of You;    

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quando eu ouvi os primeiros acordes do piano, corri pra dar play em roller coaster – e é isto.

 

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05.02.18 – Director’s Cut (Repackage de Teen, Age / Special Album) (Seventeen)

Vamos tentar resumir cada faixa em uma única frase, ok?

Thinkin’ about you: Tem a mesma essência de lançamentos anteriores, ainda que perca um pouco do seu brilho pela saturação do tal conceito.

Thanks: EDM melancólico de agradecimento aos fãs, acho meigo. O refrão é a parte que menos empolga, mas os versos são bem construídos (com base na fórmula Seventeen de distribuição das linhas: 70/30 para vocais e rappers).

Run To You: Chegamos a uma das melhores faixas, se tendo uma essência absurdamente ligada com o que temos em trilhas sonoras de animes (em especial a Yumetourou/Dream Lantern, a assimilação veio em instantâneo).

Falling For You: O que me veio a cabeça foi justamente MAMAMOO e suas b-sides que quase sempre transitam entre o house e city-pop. Me digam se ela não se parece com Friday Night, por exemplo.

(Intro) New World: Cuidado para não estourar os seus tímpanos com essa bagunça de samples.

Change Up: Quando o grupo começou a lançar uma sequência de sub-units em respectivas novas units, essa foi o destaque de todas por meses em minha playlist. Uau, que proposta bem idealizada e consequentemente feita – um marco para a discografia do grupo, em minha opinião.

Without You: Ballad? EDM? Só sei que eu gostei muito dela.

Clap: O single do álbum, com destaque a incrível coreografia. Segue a linha de lançamentos anteriores e não decepciona – um resultado polido, sem muito o que ressaltar.

Bring It: Quantas samples que emulam um clima ameaçador podem ser usadas para lhe convencer de que se trata de um saturado oppa fodão concept? Dê play e tire suas conclusões próprias. Poderia ter sido lançada por qualquer outro grupo que não notaria diferença alguma (Monsta X a BTS, há todo um leque de opções).

Lilili Yabbay: Desde o início, a música não se mostra muito promissora – apesar de que o refrão com os efeitos de gotejo seja interessante.

TRAUMA: Eu passo.

Pinwheel: Os visuais do M/V compensam o ritmo arrastado do instrumental e vocais decorrentes, view nessa obra de arte.

Flower: Não sei se saí satisfeito ou decepcionado com essa faixa, então fica aqui a minha deixa para a próxima.

ROCKET:

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Virou uma tendência entre os grupos usarem esse tinido de mola enferrujada no instrumental? Certo, isso tirou parte da minha atenção para os outros aspectos, então ao ouvi-la numa segunda vez, percebi que estive ignorando uma das melhores faixas de toda a discografia… A construção é a mesma das outras, seguindo o padrão de lançamentos, mas tem algo a mais que ainda não sei dizer me cativando a deixá-la no replay por horas seguidas. Um acerto em cheio.

Hello: Que preguiça de escrever… A música é boa e pronto.

Campfire: Ato sólido de pop, tudo nela é genérico e soa como outras milhões de faixas… Me desculpe.

(Outro) Incompletion: Um nome bonito para “Clap (Instrumental)”.

 

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20.02.18 – One Shot, Two Shot (BoA)

Eu já estou morto de tanto escrever, mas iremos prosseguir…

A SM se sentiu na obrigação de investir no alicerce da empresa (nada mais do que justo), por isso tivemos o incrível comeback de Kwon Bo-ah para abençoar as nossas vidas.

One Shot, Two Shot é a faixa-título em meio aos outros singles, sendo o melhor release em anos de carreira da BoA. Sinceramente, por não ter acompanhado muito da discografia alheia, me arrisco a apontar que essa é a minha favorita dentre todas.

Everybody Knows é mais simples, mas não tem pontos fracos ao seu favor, apenas se mostra um ato mais sólido de pop e EDM. Boa escolha de sintetizadores.

Nega Dola foi um choque inicial para mim, pois tudo nela soa diferente do habitual – misturando vários gêneros, instrumentos e técnicas vocais. Então, vamos dizer que não havia ido com a sua cara até uma terceira ouvida e, bem… QUE HINO1!!#1

Your Song tem muitas das coisas que amo e em contraste a isso, outras que odeio. Mas de modo geral, ela tem o seu valor mesmo ao destacar-se menos em comparação ao resto.

Recollection é o mesmo caso de Your Song, melhor não repetir o mesmo. Apesar de que essa funcione um pouco melhor pela perda dos versos de rap e tendo um refrão mais empolgante.

Always. All Ways faz um trocadilho com “sempre… todos os caminhos” para encontrar/seguir o seu amado. Bem, é fofo. Em questão dos vocais, eu simplesmente adorei a forma como a voz masculina se mistura a dela, não há um contraste – e sim, a harmonia de ambas. Lindo!

Camo é o farofão que faltava no seu churrasco, um ícone da discografia da BoA e para completar; um marco na linhagem de “M/Vs que escorrem orçamento”. Parece até mesmo com um trailer de filme de ficção cientifica com custos estratosféricos feito por algum estúdio confiante na proposta.

 

*

 

22.02.18 – Black Dress (CLC)

 

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(eu me questionando sobre as razões que levam a coreia a deitar no talento dessas garotas, mesmo sem elas terem sequer um erro na discografia tão perfeita que não cansa de me surpreender).

 

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 sem contar que nOSSA!!!!!!! ESSA ERA É SUA YEEUN!!!!!!!! MEU DEUS!!!!!

 

Black Dress é um EP que me faz questionar muitas coisas no mundo;

  • minha sexualidade
  • meus gostos musicais
  • minha bias no grupo
  • a razão de elas continuarem sendo rejeitadas
  • cadê o meu chão? minha sanidade? minha alma? me roubaram até o cabelo.

 

Brincadeiras a parte, vamos ao que interessa:

A faixa-título é um quebra cu elegante vem seguindo a mesma aposta dos últimos lançamentos do grupo após o novo conceito ter dado as caras em Hobgoblin. Desde então, o mundo não foi o mesmo (ao menos o meu que está fora de órbita a muito tempo). Quando bem efetuado, todo EDM sai da água para o vinho para os meus ouvidos… Mas Black Dress é mais do que isso – é como beber ouro derretido, se revestindo inteiramente do espirito que a música emula, embebendo-se de uma vontade louca de bater cabelo como se fosse uma centrifuga desgovernada.

Like that é uma farofa desfarçada de aegyo (pelo que se conclui no fade-in, com os sintetizadores de cristal meigos e inocentes). Já podemos começar pelo rap que é jogado na sua cara, desacelerando na próxima sessão de versos e terminando com um refrão vertente do EDM que não pude identificar).

Distance tem uma pegada nostálgica – principalmente durante os “la la la”, um ato descartado pelo T-ARA, talvez? Não me arrisco nomeá-la enquanto não tiro conclusões mais sólidas. É um dos melhores lançamentos feitos pelo grupo – ironizando o fato de eu normalmente evitar ballads. Não é todo dia que se tem resultados tão positivos em algo associado ao meu décimo terceiro sono.

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ouvindo qualquer exemplo genérico de ballad fecha-álbum

 

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começa a tocar distance

 

To the sky se soma a um leque de lançamentos “aegyo” do grupo que são realmente BONS e prazerosos de se ouvir… Não me canso de defendê-la a todo o custo dos only-farofa stans que vivem de apedrejar o conceito inverso do bipolar CLC. Deem uma chance para isso!!!1 (Tem de ser com o coração aberto para receber todo o açúcar em sua corrente sanguínea).

7th encerra o álbum com uma ballad de respeito que se parece com Words Don’t Come Easy, do MAMAMOO (coincidentemente uma das minhas músicas favoritas das meninas). Se há apenas ganho com todo o arranjo de sopro, corda e precursão que emulam um ambiente descontraído de restaurante caro onde se vai em raras exceções, mas é guardado na memória cada mínimo momento.

 

*

 

07.03.18 – Yellow Flower (MAMAMOO)

Após duas menções anteriores a esse icônico grupo, olha quem temos aqui!! E, apesar de admirar muito o trabalho do grupo, esse álbum foi um pouco mais apagado e justamente por isso, não tenho opinião formada sobre ele como realmente queria.

Intro tem apenas 23 segundos de acapella e gritos, gosto.

Star Wind Flower Sun é uma ballad que nos introduz as integrantes (ainda que por metáforas), assimilando os elementos com os nomes de cada uma. Eu sinceramente não gosto dela por não ter nada demais na construção, tudo é pedante e exaustivo – o que faz o álbum perder pontos no fim das contas.

Finalmente chegamos a Starry Night que segue a já impregnada tendência do Tropical House, mas fazendo-a da maneira correta – o que nos entrega um resultado satisfatório. O que realmente me intriga nessa canção são as sucessivas pontes que se dão em sequência, afligindo o ouvinte para o momento onde o refrão se dá com os sintetizadores étnicos e, de certa forma “refrescantes”.

Be Calm é a faixa solo da Hwasa, continuando a trazer o clima “praiano” para o álbum. Tudo nela soa aos meus ouvidos como uma experiência completa de se passar a noite observando as estrelas (na praia, é claro). Parabéns por mais um acerto na discografia! A música merece um destaque também por ser o melhor solo até então dentre os lançados.

Rude Boy é uma coisa maravilhosa que soa mais frenética do que as faixas anteriores, apesar do refrão ser bem suave… Prefiro me resumir no seguinte gif;

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Spring Fever retoma os trilhos litorâneos, causando o mesmo efeito do solo da Hwasa – ainda que com menos intensidade por conta da distribuição de versos que é a mesma tida nos lançamentos com todas juntas (além de que o instrumental parece elevar-se uma oitava ao acompanhar um consenso de vozes diferentes).

E o álbum chega ao fim com o pré-release Paint Me nos apresentado ainda em Janeiro, o que na época me agradou muito como sendo uma ballad simples, mas se mostra distante do conceito abordado, ao menos ela se mostra bem acima da média tida para atos como esse.

 

*

 

09.04.18 – What is Love? (Twice) 

Quando finalmente me contentei com o fato de eu ser simpatizante do grupo (para não me chamar de once) – comecei a dar chance aos álbuns lançados anteriormente e nisso encontrei várias pérolas… Mas, agora vamos ao que seria o meu primeiro contato direto com elas.

What Is Love? segue a mesma proposta de praticamente todos os singles do grupo, o que não me ofende (Heart Shaker >> What Is Love? >>>> Likey >> One More Time >>>>>> resto da discografia).

Sweet Talker seria a versão coreana de Candy Pop? Nunca saberemos. Ao menos ela não me ofendeu tanto quando a citada, tendo os vocais um pouco mais contidos aos seus tons naturais.

Ho! é a típica música de propaganda de rede de supermercado (ótima comparação) que normalmente vem em segundo plano para a alegria do anunciante ao mostrar o preço dos seus produtos. Há algumas características vintage nela, como a pegada dançante e os vocais harmônicos.

Dejavu é uma afronta a de mesmo nome pelo f(x), por além de coincidir em seu título, ofende um pouco com a proposta desinteressante e barulhenta de acompanhar a percussão com vocais açucarados – o que torna tudo ainda mais estranho é o aleatório break de EDM que sucede um verso qualquer.

Say Yes é a proposta de inúmeras músicas citadas anteriormente; acústico, lento e doce.

 

*

 

30.04.18 – Time for the Moon Night (GFriend)

Resumirei ainda mais a proposta de abordagem que usei com o Seventeen, usando gifs para me expressar a cada faixa.

(Intro) Daytime:

I Love You Hearts GIF

que coisa mais fofa iti

Time For The Moon Night:

Happy My Heart GIF by Recording Academy / GRAMMYs

honra os seus antepassados navillera e rough, seguindo a mesma linha de white-aegyo dramático – ou seja, hino.

Love Bug:

pray GIF

ave maria 2.0, apesar dos scratchs soarem muito deslocados.

Flower Garden:

confused k-pop GIF

eu acho que eu já ouvi essa mesma música umas seis mil vezes… estamos num terreno de muitos

Tik Tik:

Mc Hammer Dance Gif By Agent M Loves Gif

eu durante o refrão (que te carrega por toda a música)

Bye:

Good Bye No GIF

o título já diz tudo, mas vamos colocar a gif só por consideração

You Are My Star:

Question What GIF

que final mais conveniente…. WHAT??? a música consegue ser tão gostosinha enquanto a anterior não vale literalmente nada.

 

*

 

E bem, acho que já deu… né?

Muito obrigado por ter lido todo esse trambolho até aqui… KKKKKKK

Pretendo continuar sendo ativo quanto as postagens e cuidar do blog como algo realmente importante – pois eu adoro escrever esses posts para vocês e com todo o tempo gasto, ainda aprendo um pouco. É muito gratificante ter passado esse pouco espaço de tempo e, espero que ele continue aumentando cada vez mais!

Até a próxima!

Um impacto bem certeiro pode sim mudar as opiniões de alguém (+ review de “New Heroes”).

*título dramático para a hora da história*

OLÁ! Quanto tempo, não? Eu andei BEM inativo, talvez hibernando a minha pessoa em livros didáticos e inúmeras provas (sim, é apenas isso mesmo). Mas, felizmente, amanhã será a última delas e para comemorar, nada melhor do que contar algo que aconteceu recentemente comigo.

Me rendi ao NCT e estou avidamente procurando saber mais e mais. E você me pergunta:

“A troco do que? Conte-nos mais detalhes”.

 

 

Sim, um station vindo de um dos integrantes.

Após uma série de debuts das units U, 127 e Dream não terem me chamado a atenção, inclusive a última citada agonizou os meus ouvidos com a diabética e nonsense “Chewing Gum” – que foi um completo desastre a primeira ouvida, apesar de que atualmente não me incomode tanto assim. Minhas impressões sobre o grupo continuaram bem mornas, por isso mesmo evitei lançamentos posteriores até que a música do momento no meio k-popper era “Cherry Bomb“. Bom, faltou algo… Bem pouco para eu me arrepender de ter dado play, mas num ato de insistência acabei me agradando com o resultado final e por isso vim a dar mais valor ao NCT e respectivos sub-grupos.

Com o lançamento de “Baby Don’t Stop“, já não haviam desculpas para eu admitir que sim. Eu estava começando a gostar de tudo ali, tanto por conta de outras releases que viriam a integrar o álbum Empathy, como os anteriores.

Without You” teria sido o segundo lançamento da unit U ainda em 2016, como um single digital acompanhado do debut (literalmente disponibilizado um dia após The 7th Sense), e bom… Quem disse que eu havia ouvido a música naquela época? SIM, EU DEMOREI DOIS ANOS PARA DESCOBRIR QUE ALI ESTAVA O TESOURO PERDIDO.

Em Agosto de 2017, a unit Dream havia apresentado o seu primeiro mini-álbum com a title-track “We Young” que até mesmo havia chegado a fazer parte da minha playlist de músicas, mas nunca era tocada além da intro. Para que essa música amadurecesse dentro de mim levou tempo e ate mesmo permiti ouvi-lá inteira. A impressão que se tem é uma instantânea assimilação com as trilhas sonoras tida em quaisquer programas infantis ou animações do Discovery Kids.

E, realmente vai de cada gosto pessoal, pois não posso prometer que ela irá agradar os paladares em geral; eu gostei dela da mesma forma que Kiss Later, da maknae Yeojin. Se torna uma experiência divertida e colorida; felizmente menos açucarada que che-che-che-chewing gum.

 

Enfim, vindo a nossa realidade.

“New Heroes” é uma evolução direta e bem vinda de “Dream In A Dream” (eu realmente espero que a SM continue investindo em demos tão bem produzidas como as duas entregues ao Ten.

Há tudo nela, o acústico que se construí para desencadear-se num instrumental explosivo de EDM (com direito a majestosas harmonias de nosso vocalista, acredito que o timbre dele seja um dos mais agradáveis entre os que já ouvi). A música por si só consegue captar a atenção, então se levarmos em conta outros pontos como a direção de fotografia/figurino/locação/outros pontos do M/V, a letra da música e coreografia para acompanhar. Talvez tenhamos aqui um dos melhores Stations desde a primeira temporada.

Eu não queria engrandecer a composição geral a tal ponto, mas aqui há tudo que é preciso para me agradar musicalmente. O único ponto baixo é o faded-off que ocorre de repente com o final do refrão (que seria a ultima estrofe), atiçando-me a ouvir em loop por horas e horas (a faixa é realmente curta em comparação a média, tendo apenas 2:44 minutos).

 

Ninguém sabe como cheguei aqui
Ninguém se importou com o meu sonho
Eu fui para o ponto alto dos meus baixos
E tornei-me mais forte contra os golpes
Então eu continuo, continue, continue…

 

A letra quando traduzida de forma direta não faz tanto sentido, por isso a adaptei;

O que se dá a entender é que se fala sobre a criação de uma nova liga de heróis (pessoas que melhor se adaptaram a vida, alcançando o topo do mundo), que tiveram de lutar sozinhos, sem apoio daqueles que estavam ao seu redor. Ao mesmo tempo, na segunda parte da música se é contada uma história.

 

Lutou contra os lobos em roupas de ovelhas
Defendemos o que acreditavamos
Transforme minha bagunça em mensagens
Aprenda com as lições
E continue, continue, continue

Por todos os medos
Gosto do suor e da sujeira
Nós todos vivemos pelo dia
Eles estarão gritando nossos nomes
Então continuamos, vamos continuar

 

A minha interpretação quando a parte metafórica é de que a letra sugere a repressão dos lobos (qualquer pessoa que ofende, menospreza ou agride por culpa de preconceitos pessoais) aos heróis, que haviam superado aquela fase difícil da vida e transformado a “sujeira” (o que seria a confusão imposta sobre os seus atos julgados, onde você repensa no que errou para merecer tais castigos), em uma lição de vida.

Puramente motivacional e bela, digna dos meus e seus elogios.

 

E após tudo isso, ainda não respondi o que me levou a ser NCTzen, justamente por ser a parte mais simples de todas;

  • Carisma – Sim, acima de muitos pontos relevantes, eu pude conhecer o grupo de forma menos informativa (como em apresentações escritas na Wikipédia), indo direto as compilações sobre o NCT, nisso não apenas decorei os seus nomes, mas também as personalidades de cada um. Todos eles são muito diferentes entre si, causando uma confusão interessante logo de começo. Se deve levar em conta que são 18 pessoas diferentes, com histórias de vida, hábitos e até mesmo países diferentes (não todos, mas vocês devem ter captado a intenção).

 

  • A divisão de units e a massiva formação – Apesar de que a ideia de uma constante promoção do grupo como uma única unidade me soasse bem mais interessante logo de começo, cada sub-grupo carrega a sua própria energia, trazendo diferentes mensagens que (em partes) são assimiladas as fases da vida. Por isso mesmo, faz todo o sentido intitular a unit Dream como a força jovem, enquanto a U seria direcionado ao público mais adulto. Estando juntos ou separados, os membros conseguem exercer as suas funções com facilidade, adaptando-se em conceitos diversificados.

 

  • Talentos combinados – Os vocais angelicais do Doyoung, Taeil, Jaehyun e Haechan simplesmente se destacam em comparação a média que temos no cenário atual de idols e são como mel para os ouvidos, sem brincadeira (ao clicar nos nomes deles, você será redirecionado a uma respectiva compilação de vocais para cada um). O NCT se é considerado o grupo composto com os melhores rappers da SMTOWN, e de fato fazem jus ao título. A rap line é composta por Taeyong, Johnny, MarkTen se custando um pouco para que parte deles recebam o mínimo de linhas durante a distribuição, ambos tem um potencial incrível para freestyle ou qualquer outra modalidade.

 

*

Finalmente pude dizer tudo o que queria (esse post ficou MUITO grande se comparado a minhas expectativas). Muito obrigado por ter lido, e stan NCT! Eles merecem a sua atenção.

EXID nos leva a uma viagem de volta aos anos 90 com a maravilhosa “Lady”.

A alguns dias, o meu grupo favorito de todos resolveu dar as caras com vários previews que pude desviar com certa dificuldade para uma autêntica primeira experiência. O comeback trouxe novamente a formação temporária do OT4 tida em Night Rather Than Day (e quando digo isso, me refiro ao fato de Solji nem mesmo ter gravado parte do refrão como em DDD).

Infelizmente isso incomoda muito os fãs coreanos, trazendo para esses os piores retornos comerciais em downloads + streams (caso de NRTD), e é nesse momento onde a fanbase internacional entra para ajudar.

A música conseguiu os primeiros lugares nos charts do “Bugs” e “Soribada”, além de vender 1.189 cópias físicas no Hanteo e pegar 2 milhões de views nas primeiras 24 horas do lançamento do M/V. Ou seja, as coisas estão indo muito bem!

O que me deixa extremamente feliz, vocês não tem noção.

Mas enfim, após uma introdução desnecessariamente longa, vamos ao review:

ARGHHHH EU ESTOU MORRENDO! A partir desse exato momento, músicas que evoquem hip-hop noventista se tornaram uma necessidade em minha playlist, pois é isso que “Lady” nos trás – aquele gostinho de quero mais, que te obriga a ouvir centenas de vezes em replay por horas a fio.

A música começa lá em cima com a nossa querida Hyojin dizendo “come on, ladies” com a convicção de um falante nativo do inglês (só esses primeiros vinte segundos já fazem valer o espaço gasto no seu celular). Felizmente essa mesma frase se repete várias vezes ao longo dos versos.

O M/V é lindo, sem perder a credibilidade por ser bem simples – tanto que isso é obviamente proposital (as transições em formato de losango/círculo/outras formas geométricas aleatórias fazem a minha existência valer a pena).

Os visuais estão no ponto, ainda mais quando se trata de nossa querida Hani apostando num vermelho que capturou minha atenção em todas as cenas onde o mesmo se fazia presente.

Minha bias Hyerin invocou o seu golfinho interior, realizando entre high-notes convencionais, um whistle register a nível de uma vocalista tão talentosa como ela. Admito que além de tanto orgulho que senti, todos os pelos do meu corpo se arrepiaram.

Todas as minhas previsões sobre a letra acabaram acontecendo – levando em conta o histórico do grupo, já se tem uma ideia de que há coisa aí.

A bridge e refrão de “Lady”:

Woo, não diga isso
Apenas me diga que foi uma piada
Não diga que você quer parar por aqui
Mas olhe para mim de novo meu amor
Baby, apenas pare, baby, apenas pare

Você está cansado de mim agora? Não gosta mais de mim?
Você está tão animado para me dizer que acabou?
Não hoje, mas amanhã, amanhã, amanhã
Apenas mais um dia, babe babe babe ou…

Sim, elas não querem aceitar um término pois estão apaixonadas pelo cara, então irão deixar isso para amanhã e aproveitar o agora. Dessa mesma sentença foi escolhida o nome em hangul da música; “Do It Tomorrow”.

*

Enfim, eu gostei de todo o comeback em ambos sentidos de sonoridade, conceito, figurino e videoclipe. Tudo foi bem organizado e adaptado para transmitir um clima de nostalgia a aqueles que viveram nos anos 90, convivendo com o hip-hop que tinha alcançado o seu auge por meados daquela década. Recomendo fortemente tanto a mesma como a esquecida Night Rather Than Day!

Nota: 8/10.

LOONA trás de volta o seu lado mais empolgante com “Egoist” + Análise de “Rose”.

Finalmente pude parar por algum momento e “degustar” o solo vindo da última integrante do LOONA, grupo qual venho acompanhando devotadamente desde “Love&Live” e que também, a cada dia, me surpreende com singles de uma qualidade e estilo únicos – com alguns deslizes que são inevitáveis, afinal… Ninguém é perfeito.

Não é mesmo, Gowon?

Uma realidade a parte, não levem isso a sério. A interpretação vocal da Chaewon foi apenas aceitável em “One&Only”, nada a acrescentar (ao menos o instrumental foi bem construído). Isso não define nada fora do lado técnico (inclusive sempre ouço o solo dela, uma questão de me acostumar ao mesmo).

Divergente a essa situação, Olivia Hye pode se considerar livre desse tipo de problema.

Que voz maravilhosa! Talvez seja a mais melodicamente envolvente desde Haseul e sua música sobre um amor diferente (talvez fosse narcisa, ou apenas referenciasse ao mesmo sexo, nunca saberemos).

O que aparenta ser inicialmente um ato sólido de synth-pop em mid-tempo, deslancha com uma brigde onde alguns sintetizadores surgem timidamente ao longo dos segundos, conluiando em êxtase com o refrão que leva o BPM as alturas. O break talvez tenha sido um pouco estranho a primeira ouvida, mas nada que uma segunda chance não resolva.

Achei um pouco desnecessário todos aqueles efeitos nos versos de rap da Jinsoul, mas talvez senha sido uma boa escolha para não fugir de todo aquele clima que havia sido criado, permanecendo no modo experimental.

Enfim, fazendo um rápido comentário sobre “Rose” (sim, eu fui muito sensacionalista ao colocar “análise” no título, desculpem-me). A música me soa como algo tirado da discografia do S.E.S (talvez por conta da instantânea assimilação com ambos os breaks feitos a base de samples aleatórias em Dreams Come True e essa mesma da Olivia). Apesar de que não se pode comparar a qualidade das composições recentes com aquelas que faziam a 15~20 anos atrás. Tudo se tornou mais fácil e por isso, não me deixo surpreender por algo um pouco fora do “padrão”.

Em conclusão, estou saindo contente com o resultado final. A ultima integrante do LOONA fez um bom trabalho ao dar parte de si na interpretação sentimental da letra envolvente e reflexiva sobre o amor próprio.

 

Nota: 8,5/10